sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Siza @ Rotterdam

Como sabem, há já alguns anos que frequentemente visitamos a Holanda. Agora, o ponto de vista é diferente, e por isso não temos passeado tanto, mas como amante de arquitectura e desta cidade não podia deixar de visitar alguns dos meus lugares preferidos.

Na última década, sensivelmente, a cidade de Roterdão tem tentado afirmar-se como cidade de interesse arquitectónico. Para isso, tem levado a cabo alguns planos de reconversão de zonas da cidade, essencialmente, das que pertenciam à extensa área portuária. 

Mas este blog não pretente - ainda - ter uma visão técnica e profissional sobre o assunto, pretende mostrar o ponto de vista de dois visitantes, agora residentes, sobre a '(re)construção' de uma cidade, movimento que acompanharam nos últimos 5 anos de forma intermitente.

Por agora, vamos mostrar apenas as fotografias do momento presente. Prometemos, no entanto, fazer o exercício de pesquisa de fotografias de anos anteriores dos mesmos lugares, para mais facilmente darem conta desta construção da cidade.




Esta é a Central Station de Roterdão. Da primeira vez que visitamos a cidade juntos, o edifício da Estação não passava de uma 'velha' construção útil. Dois anos depois, em 2011, estava em construção o complexo que agora vemos pronto.


Entrada

Átrio

Átrio

 Depois da estação seguimos pela Westersingel até ao Maas (Rio). Gosto bastante desta alameda/avenida principalmente pelo canal com zonas de lazer interessantes.



A Westersingel termina na Vasteland. Se seguirmos no sentido da imagem, temos a direita o Kunshtal de Roterdão (do Rem Koolhaas).No sentido contrário, a Erasmusbrug (Ponte Erasmus)


Edifício do qual não sei o autor mas que 'aponta' a ponte Erasmus :D

O 'ruído' do mobiliário urbano em conflito com o skyline de Roterdão Sul

Atravessamos a ponte a pé em direcção a Sul, apenas 600m.

A margem Norte do Maas

A margem Norte do Maas.


Erasmusbrug

Plano do Porto de Roterdão, alguns edifícios do extremo poente.

De Rotterdam Towers - O.M.A. Rem Koolhaas



Ao fundo a torre do edifício New Orleans - Arq. Siza

De volta às torres De Rotterdam...

... como é difícil achar....

... um ângulo certo para a fotografar.

O edifício no 'contacto' com o solo.


Desconstrução, movimento. Emocionante in loco.

Ao mesmo tempo, acabamentos por fazer. Arquitectura real :D

Rua longitudinal desta área do porto em reconversão.

Não sou a única a não fotografar decentemente as torres!
Nem o cartaz publicitário as conseguiu encaixar na imagem... 

'Nunca mais chego à do Siza!'

Pouco tratamento do contacto com o solo geraram zonas descaracterizadas.


Reconhecem? Horizontaaaaal

Pavimentos, tensões. Sinto-me em casa.

Pormenor - Torre do Siza - Vossa opinião?


Welcome to New Orleans


Entrada voltada a Nascente

Do outro lado

A Torre

A vista do lado Sul

A torre mais alta 'do pedaço' :p

Preparar a entrada.

Percurso

Textura.

Southern Europe Architecture, that's it!

159 metros de altura

A relação do edifício com o solo, o percurso.


Recorte


Topo Poente


A Torre... e a Pala (consta que tem piscina)

Zona voltada a Sul


Topo poente




Montevideo e New Orleans à direita, De Rotterdam à esquerda.

Maquete do Plano. Montevideo e New Orleans como torres irmãs.

New Orleans -  Arq. Siza

De Rotterdam - O.M.A. Rem Koolhaas

Vista geral do plano como se estivessemos na Erasmusbrug


Pormenores: esplanada a sul

A 'base' da New Orleans

Entrada


Topo Norte - Poente

Alçado Poente

No seu piso 0, a torre New Orleans é um cinema/galeria de arte/bar












Depois, o regresso. Demoramo-nos bastante nesta zona, queria conhecê-la bem. De regresso, e novamente a pé pela ponte Erasmus, espreitamos mais e mais cidade, para descobrir-mos em breve.









De volta à Centraal Station e já cansados de andar...





quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Sinterklaas

Hoje, dia 5 de Dezembro, é dia de São Nicolau - o Sinterklaas - aqui na Holanda.

É o culminar de uma época festiva que se inicia a meio de Novembro. Este ano já tivemos a oportunidade de 'noticiar' a chegada do Sinterklaas à Holanda no dia 16 do mês passado, conforme o post Festa de S. Nicolau | Sinterklaas. Nesse post, explicamos também a história da festa.

Segundo a tradição, depois do jantar a família junta-se para fazer uma troca de prendas. O engraçado da troca é que só se dá um presente a uma pessoa da família, e essa pessoa é sorteada uns dias antes.

Para a pessoa que nos calha em sorte temos de escolher um presente e depois embrulhá-lo de uma forma engraçada, de preferência com motivos que lembrem a pessoa... Por exemplo, se gosta de cozinhar embrulhamos o presente em forma de bolo, se é arquitecta embrulha-se o presente em forma de casa (foi o que me calhou hihih) e dá-se a prenda sempre anonimamente. Depois de o  abrir, percebe que não é nada do que estava à espera! :D

Temos também de fazer um poema para a pessoa que nos calhou. É, aliás, o primeiro momento da troca... depois de lermos o poema, os restantes elementos da família têm de adivinhar quem é que vai receber o nosso cadeautje (presente).

O meu sinterklaas este ano foi muuuuito simpático... fez-me um poema super bonito e embrulhou o meu presente em forma de casa, com chaminé e tudo! Era na verdade um livro e uma letra de chocolate.

O Telmo recebeu o presente embrulhado em forma de computador :D Dentro estava um necessaire :)
Gentilmente cedida por Célia :D


Outra coisa muito tradicional é a oferta de letras de chocolate (usando a inicial do nome).

Letras de Chocolate

Também as Speculaas (bolachas de gengibre) em forma de boneco e as kruidnoten (tipo línguas de gato mas de canela).
Quem não gosta de canela o melhor é evitar estas bolachas... :D


Speculaas


Kruidnoten

Conselho... não façam como eu e não comam muitos kruidnoten... fica-se com muita sede! :D

Espero que tenham gostado da reportagem sobre o Sinterklaas!





quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A minha primeira entrevista na área

Bem... pois é. Não vos tinha dito nada para não terem altas expectativas, mas a verdade é que hoje fui à minha primeira entrevista na minha área, em Amesterdão.
 
Como é óbvio, estava nervosa. Vocês conhecem-me: tinha-me preparado, e lá nos fizemos a caminho de Amesterdão que fica a menos de 100km de nossa casa.
 
O ambiente no escritório da editora (uma conhecida plataforma online de notícias de arquitectura) era muito descontraído. Senti-me bastante bem recebida.
 
A entrevista não demorou mais de 30 minutos, e acho que correu bem! :) Ficaram de me enviar uma proposta, mas os valores envolvidos na proposta que me fizeram in loco eram tão baixos que o melhor é não pensarem o melhor... Não queria referir valores mas... era uma posição de estagiária e nem pagava a gasolina que diariamente tinha de gastar para ir trabalhar!!!

Assim, espero a resposta deles, se vier. Em todo o caso gostei da experiência. Eram de facto pessoas muito simpáticos e que valorizaram as minhas experiências de FAUP e principalmente, a do meu estágio no IPT.
 
Que seja a primeira apenas para abrir as 'festividades', espero ter notícias boas em breve! :)

Amanhã é dia de Sinterklaas aqui na Holanda... Vou ver se convenço o Telmo a que seja ele a explicar as tradições deste dia e como excelentemente sugerido num comentário, vamos públicar o primeiro post da secção 'Cozinha Típica Holandesa'
 
Até amanhã!!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Sirene na Holanda, memória da 2a Guerra Mundial

Na segunda feira de cada mês, ao meio dia em ponto, ouve-se em toda a Holanda uma sirene, aproximadamente por três minutos.

Segundo o que conseguimos apurar é uma espécie de aviso ou alerta que se mantém há décadas e até aos dias de hoje, herdado desde a Segunda Guerra Mundial que muito afectou este país.

O aviso do governo lembra que, se a sirene for ouvida em qualquer outro momento que não esta específica segunda feira, devem recolher-se a suas casas, fechar portas e janelas, dar abrigo a quem solicitar, garantir que têm mantimentos e sintonizar a rádio regional ou local. Se estiver disponível a internet, visitar www.crisis.nl. (Se forem ao site vão ver que diz qualquer coisa como 'De momento não existem alertas')

Hoje em dia é utilizada para alertar no caso de alguma situação grave como incêndios, derrames de combustível ou libertação de gases nocivos, ataques...

Isto fez-nos pensar que a segunda guerra não foi há tanto tempo assim... foi nos anos 40, os nossos avós já eram nascidos. Fez-nos pensar no medo em que viveram as pessoas destes países do Norte, e nos habitantes da Holanda em especial, e em quão real foi a ameaça.

Não estou a ser sentimental em relação a este assunto, estou a ser realista... e foi tão real que o Governo Holandês manteve a sirene e os testes mensais activos até aos dias de hoje, garantindo que eles são ouvidos em todo o país.

Hoje, na primeira segunda feira do mês de dezembro, ouvimos a sirene.